segunda-feira, 25 de abril de 2011
EDUCAÇÃO AMBIENTAL - COMPROMISSO DE TODOS
Localizado na Praça Buenos Ayres, ao lado de um dos portões de entrada da Av. Angélica, o container que vemos na fotografia, recebe diariamente uma expressiva quantidade de material selecionado: metal, vidro, plástico e papel, que terão destino certo de reaproveitamento.
São inúmeras as vantagens que a comunidade, a cidade e o planeta obterão com tão simples comportamento.
Não cabe aqui, portanto discorrer sobre cada malefício que determinados produtos carregam consigo quando são descartados incorretamente.
Queremos na oportunidade convocar todos os moradores do bairro de Higienópolis que ainda não incorporaram o hábito e comportamento de separar e descartar o material reciclável corretamente, para abraçar este simples e importantíssimo procedimento.
Gilson Gomes
domingo, 27 de março de 2011
ACIDENTE DE TRÂNSITO NA ALAMEDA BARROS, EM FRENTE À LOJA DE CHAVES
O dia amanheceu com muita claridade, era sábado dia 26 de Março de 2011, nenhuma nuvem, e o céu apresentava um azul outonal.
Faltavam alguns minutos para as 08h00, quando minha filha Isa ouviu um grande barulho que vinha da rua, seguidos por gritos de dor.
Correu até a sacada do apartamento, viu um carro em cima do passeio, duas pessoas estendidas no chão, bem como uma grande quantidade de frutas (banana, abacaxi, manga, mamão, melancia e outros), completamente espalhadas, ao caírem da carrocinha de madeira abalroada.
Ligou de imediato para o serviços de resgate (SAMU), que em menos de cinco minutos já estava no local prestando socorros.
Adriano, o dono da carrocinha de frutas, foi atingido por ela que tombou em cima dele com o impacto do veículo. Também uma senhora de nome Maria que passava pelo local, com seu cachorrinho na coleira, como fazia todas às manhãs, foi atingida pela carrocinha de frutas, e não conseguia levantar-se do chão.
Acordei com minha filha falando um pouco alto com o atendente do serviço de resgate e corri para a sacada do aptº para ver o que estava acontecendo. Ao constatar o acidente, peguei a câmara fotográfica, tirei a primeira foto, ainda no sétimo andar do apartamneto, troquei o pijama e desci para o local do acidente.
Encontrei no local as pessoas acidentadas sendo atendidas pelo Resgate, e uma moça vestida de vermelho, com uma criança no colo, chorando e repetindo que não sabia o que tinha acontecido. Era a senhora Noélia que dirigia o carro no momento da colisão.
Uma viatura da polícia chegou ao local e os dois soldados, muito educados e demonstrando muita experiência para lidar com estas situações, procuravam acalmar a senhora Noélia, e perguntavam para ela como tinha acontecido o acidente.
A família que se envolveu nesse acidente é composta pelo Sr André, Senhora Noélia, e pelo pequeno Pedro, filho do casal, com apenas 1,5 ano.
A família que reside na rua Eduardo Prado, na Barra Funda, saiu de casa logo cedo para levar o Pedro para uma consulta médica, uma vez que ele sofre de leucemia.
A senhora Noélia relatou aos policiais que trafegava pela Rua Barão de Tatuí, e ao dobrar à esquerda na Alameda Barros, o volante do veículo não retornou, e o veículo subiu a calçada atropelando a carrocinha de frutas, o senhor Adriano e Dona Maria.
Embora estivesse imobilizada e queixando-se de estar com muitas dores, Dona Maria pedia desesperada para os curiosos, que procurassem o seu cachorrinho, que apavorado, soltou-se da coleira e fugiu do local.
Algumas pessoas saíram à procura do cachorrinho e o localizaram na portaria do edifício onde ela reside, na Rua das Palmeiras, tendo sido recolhido pelo porteiro do prédio e entregue aos familiares dela.
Dona Maria ainda estava dentro da ambulância, quando foi informada que seu cachorrinho já se encontrava no seu apartamento, e esboçando um sorriso, agradeceu a Deus.
Os acidentados foram levados para uma Unidade de Emergência, situada na Rua Vitorino Camilo, na Barra Funda, e depois foram transferidos para o Hospital das Clínicas.
Fui informado no final da tarde, por minha outra filha que é enfermeira do HC, que os acidentados, tiveram alta, e que não sofreram fraturas em seus corpos.
quinta-feira, 24 de março de 2011
NASCIMENTO DO BAIRRO DE HIGIENÓPOLIS
Vista parcial da Praça Buenos Aires
O bairro de Higienópolis, localizado próximo ao centro da cidade, teve seu desenvolvimento a partir do século XVI, quando foram formados os sítios e o distrito de Santa Cecília.
A chácara das Palmeiras foi uma das primeiras a ser criada a partir da negociação de terrenos loteados do sítio Santa Cecília.
Seu desenvolvimento foi marcado pela conservação de estilos europeus de decoração e amplos espaços das suas residências.
A escritora Maria José Duprê, em seu romance "Éramos Seis", cita a casa de Dona Lola, a personagem central principal residente na Av Angélica, referência do bairro.
Nesta mesma avenida foi construída uma das primeiras casas, que pertenceu a Dona Tereza do Amaral de Castro Patucchi.
Tempos depois o casal formado por Francisco de Aguiar Barros e sua esposa Maria Angélica de Souza Queiroz, adquiriram e tornaram-se proprietários de uma chácara, loteada do sítio das Palmeiras, deram início a formação do bairro, e emprestaram seus nomes para duas das principais avenidas, a Avenida Angélica e a Alameda Barros.
Os primeiros edifícios construídos no bairro, datam dos anos de 1933 (Edifício Higienópolis), situado na Rua Alagoas esquina com a Av Angélica, e 1935 (Edifício Santo André), situado na Rua Piauí, também esquina com a Avenida Angélica. O padrão de construção daquela época não ultrapassava 10 andares.
Fundada em 1987 a Praça Buenos Aires, tornou-se o "ponto" referencial da Avenida Angélica e do bairro de Higienópolis. Dispõe de excelente estrutura, com ruas arborizadas, praça para shows, equipamentos diversos para ginásticas, bancos de madeira, e uma área não pavimentada para encontros dos cachorros.
Auto-suficiente, o bairro dispõe de restaurantes com cardápios variados, hospitais, lojas, supermercados, casas de shows, clubes, igrejas, templos e sinagogas, consultórios médicos das mais variadas especialidades, laboratórios de análises clínicas, edifícios comerciais e um magnífico Shopping Center (Pátio Higienópolis).
Referências:
Duprê, Maria José. Romance "Éramos Seis".
Revista de Higienópolis e Região. Ano 12 - N69, 2011.
quinta-feira, 10 de março de 2011
DIA DE CARNAVAL
Hoje é dia de Carnaval!
Em muitas cidades do país a licença à permissividade, à alegria e à felicidade foi decretada, e as multidões entregam-se de corpo e alma à folia. Na maioria das vezes, muito mais corpo que alma.
As emissoras de rádios, os jornais e a televisão dedicam muitas páginas ao noticiário. Aproveitam também para orientar os viajantes, que nessa ocasião fogem da cidade para o litoral, quanto aos melhores horários para "pegar a estrada".
A palavra de ordem é espantar a tristeza e buscar a felicidade! "Hoje é Carnaval. Espero que você não tenha pegado aquele transito idiota de cinco ou mais horas para ser feliz na praia". (Luiz Felipe Pondé).
No bairro de Higienópolis, bairro central da cidade, a felicidade é percebida de outra maneira. Ruas desertas, poucos veículos em circulação. Os moradores aproveitam esta calmaria momentânea, para colocar em dia a leitura, os filmes, as músicas, e as reuniões informais com seus familiares, regados a almoços e jantares.
Ainda bem que a felicidade é percebida de várias maneiras.
Em muitas cidades do país a licença à permissividade, à alegria e à felicidade foi decretada, e as multidões entregam-se de corpo e alma à folia. Na maioria das vezes, muito mais corpo que alma.
As emissoras de rádios, os jornais e a televisão dedicam muitas páginas ao noticiário. Aproveitam também para orientar os viajantes, que nessa ocasião fogem da cidade para o litoral, quanto aos melhores horários para "pegar a estrada".
A palavra de ordem é espantar a tristeza e buscar a felicidade! "Hoje é Carnaval. Espero que você não tenha pegado aquele transito idiota de cinco ou mais horas para ser feliz na praia". (Luiz Felipe Pondé).
No bairro de Higienópolis, bairro central da cidade, a felicidade é percebida de outra maneira. Ruas desertas, poucos veículos em circulação. Os moradores aproveitam esta calmaria momentânea, para colocar em dia a leitura, os filmes, as músicas, e as reuniões informais com seus familiares, regados a almoços e jantares.
Ainda bem que a felicidade é percebida de várias maneiras.
quarta-feira, 9 de março de 2011
ORIGEM DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
A origem do Dia Internacional da Mulher, data significativa na luta pelos direitos das mulheres, vem sendo distorcida no Brasil e em diversos países. Na cobertura midiática, o dia 8 de março é associado a um incêndio que teria acontecido em 1857 em Nova York e provocado a morte de 129 trabalhadoras têxteis. Elas teriam sido queimadas como punição por um protesto por melhores condições de trabalho.
É importante destacar que houve, de fato, um incêndio, só que em 25 de março de 1911 e de forma diferente da narrada pela imprensa.
As chamas começaram quando um trabalhador acendeu um cigarro perto de um monte de tecidos e alastraram-se rapidamente. As portas das escadas de incêndio estavam trancadas por fora, para evitar que os funcionários saíssem mais cedo. O saldo foi de 146 vítimas fatais, 13 homens e 123 mulheres.
No edifício, funciona hoje a Faculdade de Química da Universidade de Nova York. O incêndio na Triangle Shirtwaist Company foi importante para a melhoria das condições de segurança de trabalhadores como um todo, e não apenas das mulheres, já que também havia homens entre as vítimas.
Um ano antes, em 1910, durante o 2º Congresso Internacional de Mulheres Socialistas em Compenhague, a alemã Clara Zetkin propôs que fosse designado um dia para a luta dos direitos das mulheres, sobretudo o direito ao voto.
Ou seja, o Dia Internacional da Mulher já existia antes do incêndio, mas era celebrado em datas variadas a cada ano.
Para compreender a escolha do 8 de março, remontamos ao dia 23 de fevereiro de 1917, 8 de março no calendário gregoriano. Naquela ocasião, as mulheres de Petrogrado, convertidas em chefes de família durante a guerra, saíram às ruas, cansadas da escassez e dos preços altos dos alimentos. No dia seguinte eram mais de 190 mil.
Apesar da violenta repressão policial do período, os soldados não reagiram: ao contrário, eles se uiniram às mulheres.
Aquele protesto espntâneo transformou-se no primeiro momento da Revolução de Outubro. A proposta de perpetuar o 8 de março como Dia Internacional da Mulher foi feita em 1921, em homenagem aos acontecimentos de Petrogrado.
Mas, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial, em decorrência dos interesses do poder do período, seu conteúdo emancipatório foi se esvaziando. No fim dos anos 1960, a data foi retomada pela segunda onda do movimento feminista, ficando encoberta sua marca comunista original. Em 1975, a ONU oficializou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Para além da distorção dos fatos históricos, um aspecto diferencia fundamentalmente a participação das mulheres nos dois episódios.
No incêndio da Triangle Shirtwuaist, a mulher é vítima da opressão dos patrões e do fogo. Já nos protestos de 1917, ocupa uma posição de protagonismo.
Encoberto, o fato deixa de mostrar a participação política das mulheres na construção de uma revolução que tem papel importante para a história mundial.
Jornal Folha de São Paulo, Tendência / Debates. Terça Feira, 8 de março de 2011.
Adriana Jaob Carneiro, jornalista, é mestranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora em gênero e mídia do grupo Miradas Femininas.
terça-feira, 8 de março de 2011
Inicio este blog com o propósito de divulgar as notícias do bairro de Higienópolis, localizado na zona central da cidade de São Paulo.
A periodicidade das postagens serão quinzenais, sempre às quintas feiras, salvo alguma ocorrência que mereça registro e postagem imediata.
Abordarei os temas de maior relevância para àqueles que residem no bairro, e procuraremos informar também aos não residentes dos atrativos que o bairro possue.
A periodicidade das postagens serão quinzenais, sempre às quintas feiras, salvo alguma ocorrência que mereça registro e postagem imediata.
Abordarei os temas de maior relevância para àqueles que residem no bairro, e procuraremos informar também aos não residentes dos atrativos que o bairro possue.
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