domingo, 27 de março de 2011

ACIDENTE DE TRÂNSITO NA ALAMEDA BARROS, EM FRENTE À LOJA DE CHAVES


















O dia amanheceu com muita claridade, era sábado dia 26 de Março de 2011, nenhuma nuvem, e o céu apresentava um azul outonal.
Faltavam alguns minutos para as 08h00, quando minha filha Isa ouviu um grande barulho que vinha da rua, seguidos por gritos de dor.
Correu até a sacada do apartamento, viu um carro em cima do passeio, duas pessoas estendidas no chão, bem como uma grande quantidade de frutas (banana, abacaxi, manga, mamão, melancia e outros), completamente espalhadas, ao caírem da carrocinha de madeira abalroada.
Ligou de imediato para o serviços de resgate (SAMU), que em menos de cinco minutos já estava no local prestando socorros.
Adriano, o dono da carrocinha de frutas, foi atingido por ela que tombou em cima dele com o impacto do veículo. Também uma senhora de nome Maria que passava pelo local, com seu cachorrinho na coleira, como fazia todas às manhãs, foi atingida pela carrocinha de frutas, e não conseguia levantar-se do chão.
Acordei com minha filha falando um pouco alto com o atendente do serviço de resgate e corri para a sacada do aptº para ver o que estava acontecendo. Ao constatar o acidente, peguei a câmara fotográfica, tirei a primeira foto, ainda no sétimo andar do apartamneto, troquei o pijama e desci para o local do acidente.
Encontrei no local as pessoas acidentadas sendo atendidas pelo Resgate, e uma moça vestida de vermelho, com uma criança no colo, chorando e repetindo que não sabia o que tinha acontecido. Era a senhora Noélia que dirigia o carro no momento da colisão.
Uma viatura da polícia chegou ao local e os dois soldados, muito educados e demonstrando muita experiência para lidar com estas situações, procuravam acalmar a senhora Noélia, e perguntavam para ela como tinha acontecido o acidente.
A família que se envolveu nesse acidente é composta pelo Sr André, Senhora Noélia, e pelo pequeno Pedro, filho do casal, com apenas 1,5 ano.
A família que reside na rua Eduardo Prado, na Barra Funda, saiu de casa logo cedo para levar o Pedro para uma consulta médica, uma vez que ele sofre de leucemia.
A senhora Noélia relatou aos policiais que trafegava pela Rua Barão de Tatuí, e ao dobrar à esquerda na Alameda Barros, o volante do veículo não retornou, e o veículo subiu a calçada atropelando a carrocinha de frutas, o senhor Adriano e Dona Maria.
Embora estivesse imobilizada e queixando-se de estar com muitas dores, Dona Maria pedia desesperada para os curiosos, que procurassem o seu cachorrinho, que apavorado, soltou-se da coleira e fugiu do local.
Algumas pessoas saíram à procura do cachorrinho e o localizaram na portaria do edifício onde ela reside, na Rua das Palmeiras, tendo sido recolhido pelo porteiro do prédio e entregue aos familiares dela.
Dona Maria ainda estava dentro da ambulância, quando foi informada que seu cachorrinho já se encontrava no seu apartamento, e esboçando um sorriso, agradeceu a Deus.
Os acidentados foram levados para uma Unidade de Emergência, situada na Rua Vitorino Camilo, na Barra Funda, e depois foram transferidos para o Hospital das Clínicas.
Fui informado no final da tarde, por minha outra filha que é enfermeira do HC, que os acidentados, tiveram alta, e que não sofreram fraturas em seus corpos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

NASCIMENTO DO BAIRRO DE HIGIENÓPOLIS

                                         Vista parcial da Praça Buenos Aires


O bairro de Higienópolis, localizado próximo ao centro da cidade, teve seu desenvolvimento a partir do século XVI, quando foram formados os sítios e o distrito de Santa Cecília.
A chácara das Palmeiras foi uma das primeiras a ser criada a partir da negociação de terrenos loteados do sítio Santa Cecília.
Seu desenvolvimento foi marcado pela conservação de estilos europeus de decoração e amplos espaços das suas residências.
A escritora Maria José Duprê, em seu romance "Éramos Seis", cita a casa de Dona Lola, a personagem central principal residente na Av Angélica, referência do bairro.
Nesta mesma avenida foi construída uma das primeiras casas, que pertenceu a Dona Tereza do Amaral de Castro Patucchi.
Tempos depois o casal formado por Francisco de Aguiar Barros e sua esposa Maria Angélica de Souza Queiroz, adquiriram e tornaram-se proprietários de uma chácara, loteada do sítio das Palmeiras, deram início a formação do bairro, e emprestaram seus nomes para duas das principais avenidas, a Avenida Angélica e a Alameda Barros.
Os primeiros edifícios construídos no bairro, datam dos anos de 1933 (Edifício Higienópolis), situado na Rua Alagoas esquina com a Av Angélica, e 1935 (Edifício Santo André), situado na Rua Piauí, também esquina com a Avenida Angélica. O padrão de construção daquela época não ultrapassava 10 andares.
Fundada em 1987 a Praça Buenos Aires, tornou-se o "ponto" referencial da Avenida Angélica e do bairro de Higienópolis. Dispõe de excelente estrutura, com ruas arborizadas, praça para shows, equipamentos diversos para ginásticas, bancos de madeira, e uma área não pavimentada para encontros dos cachorros.
Auto-suficiente, o bairro dispõe de restaurantes com cardápios variados, hospitais, lojas, supermercados, casas de shows, clubes, igrejas, templos e sinagogas, consultórios médicos das mais variadas especialidades, laboratórios de análises clínicas, edifícios comerciais e um magnífico Shopping Center (Pátio Higienópolis).

Referências:

Duprê, Maria José. Romance "Éramos Seis".
Revista de Higienópolis e Região. Ano 12 - N69, 2011.

quinta-feira, 10 de março de 2011

DIA DE CARNAVAL

Hoje é dia de Carnaval!
Em muitas cidades do país a licença à permissividade, à alegria e à felicidade foi decretada, e as multidões entregam-se de corpo e alma à folia. Na maioria das vezes, muito mais corpo que alma.
As emissoras de rádios, os jornais e a televisão dedicam muitas páginas ao noticiário. Aproveitam também para orientar os viajantes, que nessa ocasião fogem da cidade para o litoral, quanto aos melhores horários para "pegar a estrada".
A palavra de ordem é espantar a tristeza e buscar a felicidade! "Hoje é Carnaval. Espero que você não tenha pegado aquele transito idiota de cinco ou mais horas para ser feliz na praia". (Luiz Felipe Pondé).
No bairro de Higienópolis, bairro central da cidade, a felicidade é percebida de outra maneira. Ruas desertas, poucos veículos em circulação. Os moradores aproveitam esta calmaria momentânea, para colocar em dia a leitura, os filmes, as músicas,  e as reuniões informais com seus familiares, regados a almoços e jantares.
Ainda bem que a felicidade é percebida de várias maneiras.

quarta-feira, 9 de março de 2011

ORIGEM DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A origem do Dia Internacional da Mulher, data significativa na luta pelos direitos das mulheres, vem sendo distorcida no Brasil e em diversos países. Na cobertura midiática, o dia 8 de março é associado a um incêndio que teria acontecido em 1857 em Nova York e provocado a morte de 129 trabalhadoras têxteis. Elas teriam sido queimadas como punição por um protesto por melhores condições de trabalho.
É importante destacar que houve, de fato, um incêndio, só que em 25 de março de 1911 e de forma diferente da narrada pela imprensa.
As chamas começaram quando um trabalhador acendeu um cigarro perto de um monte de tecidos e alastraram-se rapidamente. As portas das escadas de incêndio estavam trancadas por fora, para evitar que os funcionários saíssem mais cedo. O saldo foi de 146 vítimas fatais, 13 homens e 123 mulheres.
No edifício, funciona hoje a Faculdade de Química da Universidade de Nova York. O incêndio na Triangle Shirtwaist Company foi importante para a melhoria das condições de segurança de trabalhadores como um todo, e não apenas das mulheres, já que também havia homens entre as vítimas.
Um ano antes, em 1910, durante o 2º Congresso Internacional de Mulheres Socialistas em Compenhague, a alemã Clara Zetkin propôs que fosse designado um dia para a luta dos direitos das mulheres, sobretudo o direito ao voto.
Ou seja, o Dia Internacional da Mulher já existia antes do incêndio, mas era celebrado em datas variadas a cada ano.
Para compreender a escolha do 8 de março, remontamos ao dia 23 de fevereiro de 1917, 8 de março no calendário gregoriano. Naquela ocasião, as mulheres de Petrogrado, convertidas em chefes de família durante a guerra, saíram às ruas, cansadas da escassez e dos preços altos dos alimentos. No dia seguinte eram mais de 190 mil.
Apesar da violenta repressão policial do período, os soldados não reagiram: ao contrário, eles se uiniram às mulheres.
Aquele protesto espntâneo transformou-se no primeiro momento da Revolução de Outubro. A proposta de perpetuar o 8 de março como Dia Internacional da Mulher foi feita em 1921, em homenagem aos acontecimentos de Petrogrado.
Mas, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial, em decorrência dos interesses do poder do período, seu conteúdo emancipatório foi se esvaziando. No fim dos anos 1960, a data foi retomada pela segunda onda do movimento feminista, ficando encoberta sua marca comunista original. Em 1975, a ONU oficializou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Para além da distorção dos fatos históricos, um aspecto diferencia fundamentalmente a participação das mulheres nos dois episódios.
No incêndio da Triangle Shirtwuaist, a mulher é vítima da opressão dos patrões e do fogo. Já nos protestos de 1917, ocupa uma posição de protagonismo.
Encoberto, o fato deixa de mostrar a participação política das mulheres na construção de uma revolução que tem papel importante para a história mundial.

Jornal Folha de São Paulo, Tendência  / Debates. Terça Feira, 8 de março de 2011.
Adriana Jaob Carneiro, jornalista, é mestranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora em gênero e mídia do grupo Miradas Femininas.


terça-feira, 8 de março de 2011

Inicio este blog com o propósito de divulgar as notícias do bairro de Higienópolis, localizado na zona central da cidade de São Paulo.
A periodicidade das postagens serão quinzenais, sempre às quintas feiras, salvo alguma ocorrência que mereça registro e postagem imediata.
Abordarei os temas de maior relevância para àqueles que residem no bairro, e procuraremos informar também aos não residentes dos atrativos que o bairro possue.